Segundo Capítulo - De que maneira o óleo essencial atua em nosso corpo?
Quando falamos da absorção do óleo essencial feita por nosso corpo, necessariamente falamos de processos simultâneos. Ao inalar o óleo essencial através de um difusor colocado no ambiente, ou simplesmente puro, diretamente no vidro, o caminho percorrido pelas moléculas aromáticas do óleo essencial começa em nosso nariz e continua seguindo por outros órgãos, cérebro e pulmões por exemplo. Quando sentimos um cheiro, imediatamente ele vai para nosso cérebro, para uma região chamada sistema límbico. Por isso, o olfato é considerado o sentido primordial. Nessa região localiza-se também a memória, daí associarmos cheiros a pessoas e situações.
“Os óleos essenciais desencadeiam um efeitofísicoimediato sobre os pulmões, assim como são capazes de passar diretamente desse lugar para corrente sanguínea, que os transporta para o corpo todo.Pelo fato desses óleos serem facilmente dissolvidos nos tecidos gordurosos, como os dos sistema nervoso central (SNC),é facilitada a passagem das moléclas aromáticas do sangue para tais tecidos gordurosos (Buchbauer,1993).” Shirley Price
O bebê antes de mais nada, sente o cheiro da mãe e seu toque. Nos tratamentos aromaterápicos ocorre o mesmo, o óleo essencial é absorvido por inalação ou pela pele, e quando sentimos o cheiro há uma alteração sobre nosso humor. O relaxamento provocado pelo toque do terapeuta nas massagens com óleos essenciais, é também um método eficaz, porque conta com os efeitos provocados pelos óleos, mas também pelo bem estar proveniente do toque físico. Nesses casos, é preciso utilizar um óleo carreador ou carregador juntamente com os óleos essenciais, porque este óleo também chamado de “fixo”, por não evaporar, é uma substância gordurosa que conduz para dentro da pele, o óleo essencial diluído. Existem vários óleos que cumprem esta função, mas um dos mais utilizados é o de semente de uva.
Frequentemente, ao invés de apenas um óleo essencial, faz-se uma combinação de óleos visando objetivos específicos fornecidos por cada um deles. Não é indicado pelos terapeutas mais experientes, utilizar nas sinergias (combinações) mais do que quatro óleos essenciais diferentes. E em nosso caso, a lavanda é amplamente usada por suas propriedades terapêuticas variadas, mas sobretudo por sua imensa capacidade relaxante.
Abaixo, ilustrações que facilitam a compreensão dos referidos processos.






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