SÉTIMO CAPÍTULO - O CULTIVO DA LAVANDA
Podemos dizer que a lavanda assim como qualquer outra planta não endêmica, sofre vários processos de adaptação ao longo do tempo, que envolvem diversos fatores como clima, solo, temperatura média, incidência de chuva, etc. E que os diversos tipos de lavanda serão menos ou mais adaptados a cada lugar.
No Brasil comercializa-se mudas de lavanda em pequenos vasos, mas não é comum encontrarmos jardins de lavanda. No Rio Grande do Sul, na cidade de Gramado, existe um parque chamado Le Jardin que conseguiu realizar esta façanha, plantar lavanda e produzir produtos cosméticos a partir da planta. Sabemos que este estado brasileiro tem clima frio, mas também tem sol, e até mesmo verões escaldantes. Por outro lado, em Minas Gerais existe uma fazenda que cultiva plantas aromáticas com o objetivo de produzir óleos essenciais, chamada WN , onde o clima apresenta outras características, mas talvez o solo seja semelhante. Em Cunha, cidade paulista, existe O Lavandário, local de plantio, fabricação e comercialização de produtos a partir da lavanda, que também pode ser visitado.
As variáveis são muitas, e se desejar plantar lavanda, tenha paciência, antes de mais nada.
A seguir dicas de especialistas em jardinagem e cultivo, que são fundamentais.
O gênero Lavandula compreende um grupo de plantas floríferas, herbáceas ou subarbusivas, que podem ser anuais ou perenes. As espécies mais cultivadas são a lavanda-inglesa (L. angustifolia ou L. officinalis), a lavanda-francesa (L. x intermedia) e a lavanda-espanhola (L. stoechas). Esta última, assim como L. dentata, e L. multifida são largamente utilizadas no paisagismo, enquanto que a lavanda-inglesa e a lavanda-francesa apresentam maior aptidão como medicinal e na extração de óleo essencial para perfumaria.
O óleo é obtido da destilação das flores, caules e folhas da espécie Lavandula officinalis. Entre várias substâncias, o óleo apresenta na sua composição o linalol e o acetato de linalila, que conferem a sua fragrância e, ainda, resina, saponina, taninos cumarinas.
As lavandas são excelentes para compor maciços, bordaduras ou pequenas cercas-vivas, mas podem prestar-se como arbustinhos isolados ou em grupos irregulares, perfeitos em jardins de estilo inglês. Não devem faltar também em canteiros de ervas e desenvolvem-se muito bem em vasos e jardineiras. Estas pequenas plantas revelam-se polivalentes, com usos paisagísticos, medicinais, aromáticos, industriais e até culinários.
Podemos ainda utilizar as flores secas para embelezar e perfumar arranjos florais e em misturas pot pourri de ervas perfumadas.
Rústica, a lavanda não é exigente quanto à fertilidade do solo, mas este deve ser muito bem-drenado e receber isolação direta. Pode-se realizar podas leves de formação e adubações ricas em fósforo para estimular a floração. Aprecia o frio mediterrâneo ou subtropical. Tolera a seca, o frio e as geadas, sendo que algumas espécies e variedades toleram o calor tropical. Multiplica-se por divisão da planta, estaquia ou por sementes.!
Fonte
O CULTIVO
Esta planta
prefere os ambientes ensolarados, mas protegidos do vento. O solo deve ser bem
drenado, arenoso, poroso e rico em húmus. Por isso recomenda-se afofar a terra
se esta ficar compactada no decorrer do cultivo.
O espaçamento
ideal entre as plantas é de 50 cm por 1m. É uma planta de fácil cultivo, pois
resiste bem tanto ao frio quanto ao calor. Apesar de facilmente cultivável, às
vezes é difícil obter a sua floração. A estimulação da florada ocorre quando a
planta passa por um período de clima frio. As flores normalmente estão prontas
para a colheita na primavera.
Não necessita
de regas constantes. A irrigação deve ser feita preferencialmente nas horas
mais frescas do dia. Após a floração, deve ser podada para estimular o
desenvolvimento de nova brotação. Para obter o máximo do perfume que a lavanda
pode oferecer, deve-se colher as flores logo que a planta começa a florescer.
Se você
escolher cultivar a lavanda em vaso, não deve misturá-la com outra planta.
Fonte:
www.astral.oxigenio.com
Plantações de lavanda
pelo mundo
Aqui no
Brasil, a chamamos de alfazema, e seu uso é bastante popular. Mas conhecemos
mais a essência do que a planta, porque a lavanda crescendo numa plantação não
é uma visão a que estamos habituados, ou mesmo em jardins.
O fato é que encontramos o
cultivo da lavanda em lugares muito diferentes entre si, o que nos sugere que
esta planta tem alto poder de adaptação, veja: Inglaterra, França, Bulgária,
Rússia, Estados Unidos, Austrália, Japão e América do Sul. Há lavanda em boa
parte do planeta Terra, são espécies, subespécies e híbridos para todos os
gostos e funções.
Mesmo que você leia que a
verdadeira lavanda é a angustifolia, ouso dizer
que “verdadeira lavanda” não existe. Existe sim, o óleo essencial produzido de
forma cuidadosa e criteriosa, a tradição e conhecimento de quem planta há
séculos como Inglaterra e França, sem falar é claro onde tudo começou, Oriente
Médio.
A lavanda atendeu aos anseios
de cada uma dessas diferentes culturas e integrou-se aos hábitos de milhões de
pessoas. O importante não é atribuir rótulos de verdadeiro e falso, pois todos
os tipos têm propriedades terapêuticas e perfumísticas. Importa sim, conhecer a
composição química de cada uma delas, para que assim possamos aproveitar tudo
que elas têm a nos oferecer.
Fazenda de lavanda em Washington - EUA










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